Dirofilariose canina (lombriga do coração)

 


A Dirofilariose canina é uma doença parasitária transmissível por algumas espécies de mosquito. É também conhecida como "Filária" ou "doença da lombriga do coração" por caracterizar-se pelo crescimento de larvas/vermes no lado direito do coração e artérias pulmonares.


O mosquito infeta-se ao ingerir pequenas larvas (microfilárias) de animais infetados. Estas larvas, depois de serem ingeridas pelo mosquito, desenvolvem-se durante 10 a 14 dias e, depois disso, são inoculadas num novo animal quando o mosquito se alimenta dele. No cão estas pequenas larvas acabam por migrar para o coração e artérias pulmonares, onde se tornam adultas podendo atingir os 33cm de comprimento. Estas larvas adultas, iram reproduzir-se libertando mais microfilárias para a corrente sanguínea que irão infectar mais mosquitos, dando continuidade ao ciclo do parasita.


O cão é o hospedeiro preferencial, pois é nele que o ciclo se completa. Contudo, gatos e humanos (entre outras espécies) também podem ser inoculados por microfilárias ao serem picados por mosquitos infetados.


A presença destes parasitas causa lesões inflamatórias agudas e crónicas nas artérias pulmonares, pulmão e coração, podendo levar a insuficiência cardíaca direita, inflamação respiratória e hipertensão pulmonar.


A apresentação clínica é muitas vezes crónica, sendo que muitos cães permanecem sem sintomas durante meses ou anos.

Sintomas iniciais:

- Tosse crónica

- Falta de ar/ dificuldade em respirar

- Fraqueza

- Perda de peso

- intolerância ao exercício

À medida que a doença se desenvolve podem surgir sintomas mais graves: acumulação de líquido no abdômen, inchaço dos membros, perda de apetite, desidratação, síncope cardíaca/desmaios...

A doença pode ser diagnosticada através de um teste rápido e observação de sangue ao microscópio. Em alguns casos pode ser necessária uma confirmação através de análise laboratorial.

O tratamento é bastante dispendioso e demorado, acarretando também alguns riscos para o animal, pelo que o foco é investir na prevenção da doença. A prevenção passa pelo recurso a repelentes e a medicação específica por via oral ou injetável.

Esta doença é muito comum na ilha da Madeira e Porto Santo, assim como em algumas zonas de Portugal continental. 

A prevenção é a chave para proteger o seu animal contra esta doença, e é tão simples como dar um comprimido/snack medicamentoso mensalmente ou um injetável a cada 6 meses a um ano.

Antes de iniciar o plano preventivo deve ser realizado um teste rápido para garantir que o animal ainda não está, ainda, infetado com a doença, pois o recurso a preventivos em animais infetados pode acarretar riscos para a vida do animal. O uso de ampolas com efeito repelente ajuda a manter os mosquitos transmissores da doença à distância, sendo um complemento valioso para ajudar a prevenir a doença.

Informe-se sempre com o seu médico veterinário de confiança antes de iniciar qualquer tipo de medicação.

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